A nossa motivação deve estar pautada na Palavra de Deus, pois desde o começo da Bíblia, em Levítico 19.14, Deus ordena ao povo que tenha uma boa conduta também para com o surdo (veja também Êxodo 4.11; Salmos 38.13; Isaias 29.18-19; 35.5; Mateus 11.5; Marcos 7.31-37; 16.15; Filipenses 2.10). Constatamos que esse grupo existia desde o início da história da humanidade. Provavelmente já existia uma língua de sinais entre eles, uma vez que essa é a língua natural dos surdos, que nasceu da necessidade de se comunicarem.
Na era cristã, na idade média, por exemplo, os surdos eram proibidos de receber a comunhão porque eram incapazes de confessar seus pecados. Neste período da história, compreendido entre a queda do Império Romano, em 476 d.C, e a queda de Granada , em 1492, quando a Europa foi dominada pelo mundo Árabe, não são encontradas referências sobre a educação de surdos, já que os valares culturais relacionados a esta falta de referência estão ligados à queima de livros mulçumanos verificada na Europa em 1499, após a reconquista cristã.
Jesus veio para restaurar o homem, inclusive o surdo. Ele amou os surdos de maneira absoluta, aceitando-os e reconhecendo-os como pessoas de elevada dignidade. Jesus dispôs de seu tempo para servi-los de forma especial e diferenciada, não menosprezando a sua potencialidade, mas valorizando-a.
O obreiro deve estar atento para atuar como aquele que despertará nos surdos o desejo de servir a Deus de maneira singular, como discípulos de Jesus, para alcançar de forma natural e autônoma outros surdos e sua família para Cristo, para que eles levem a mensagem a outros. Assim, contribuímos para o crescimento do Reino de Deus.
“E os surdos ouvirão”- Esta profecia nos desperta para a importância que Deus dá a cada ser humano, independentemente de sua condição. A igreja cristã no Brasil precisa comunicar o evangelho a todos os não-alcançados, inclusive os surdos, que têm o direito de conhecer o poder de Deus, através do cultivo de sua fé em Cristo Jesus. Podemos compreender a língua dos sinais como um conjunto de esforços utilizados para o comprimento dessa profecia.
Desejamos que muitos obreiros entendam a ordem de Jesus e imitem o seu exemplo, levando a mensagem salvadora a toda criatura, também aos surdos, para vermos a promessa de Isaías 29. 18- 19 sendo concretizada. Que os irmãos surdos brasileiros possam proclamar que crêem em Jesus, o Senhor, Salvador e Libertador de nossas vidas.
Desta forma, para ajudar o surdo no relacionamento com Deus e com a sociedade de modo integral, o amor que nos impulsiona através de Jesus fará com que aceitemos as diferenças decorrentes da surdez, preservando os valores culturais, sociais e lingüísticos e, principalmente, resgatando o surdo à condição inicial para a qual o homem foi criado, ou seja, a de ser um filho de Deus.
Há uma nova Esperança para os surdos,
“... pois o evangelho é o poder de Deus para salvar todos os que crêem...” Romanos 1.16.
Que o senhor seja o grande orientador desse trabalho. Juntos, vamos continuar juntos anunciando em todos os lugares que JESUS CRISTO É A ÚNICA ESPERANÇA PARA O SURDO!
  
                                                                                           Bibliografia: Clamor do Silencio